Produção, Gravações, Entrevistas e Pós – Produção UFA…

Como prometido no post de hoje, irei contar como foi a nossa experiência no Cine Sesc SP. Como mencionei anteriormente, demos a sorte de na época do início das gravações o Cine Sesc SP estar realizando o Festival de Melhores Filmes 2012.

Antes de marcarmos o dia oficial das gravações com a organização do Sesc e os nossos entrevistados, fomos reconhecer o local, para estudar quais seriam os melhores lugares para nós filmarmos.

Chegando lá fomos super bem recebidos pela organização, nos deram toda a atenção e nos explicaram todos os recursos do cinema, um exemplo de cinema acessível.

Lá conhecemos o Léo Rossi, audiodescritor da IGUALE, que estava realizando a audiodescrição de boa parte dos filmes do festival.

Lá ele nos explicou como era realizada a audiodescrição no cinema e nos explicou a diferença dela para a televisão. No nosso trabalho você irá descobrir que diferença é essa.

Fomos também conhecer a IGUALE, onde finalizamos parte de nossas imagens de cobertura.

Até o presente momento as gravações ocorreram com bastante sucesso.

Agora estamos no período de pós – produção, grande parte do material já está editado, agora estamos trabalhando para tornar nosso trabalho acessível, nada mais justo.

Nosso trabalho irá ter todos os recursos que a televisão brasileira possui, closed caption, audiodescrição e janela de libras, além do encarte do DVD ser em braile.

Bom espero que vocês estejam gostando do nosso blog, em breve iremos contar mais novidades do nosso trabalho para vocês.

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Pré – Produção e os primeiros desafios.

 Ideias e mais ideias. São elas que constroem toda a pré-produção do nosso trabalho interdisciplinar de Rádio e TV do terceiro semestre.

A proposta deste trabalho é produzir um vídeo de até três minutos que esteja relacionado a cidadania, então resolvemos focar o nosso trabalho na acessibilidade, escolhendo a audiodescrição como tema principal, por ser o recurso menos conhecido de todos os outros existentes na TV Brasileira.

Para nós do grupo , foi e está sendo um grande desafio termos abordado esse tema, descobrimos e aprendemos muito realizando pesquisas que nos auxiliaram para construção de todo o nosso trabalho escrito e prático também.

Nosso primeiro desafio foi conseguir contato com um deficiente visual.

Não tínhamos ideia de como iríamos conseguir tal contato. Por sorte nosso amigo Luís também integrante do grupo, possui um amigo que tem deficiência visual, então eu Letícia, entrei em contato com o Vitor Fernandes, por e-mail e passei a conhecer um pouco mais do mundo dos DVs e conversar com ele a respeito da proposta do nosso trabalho.

Claro que muitas de nossas ideias iniciais ao longo do tempo mudaram, deixamos de fazer muitas coisas e introduzimos outras ideias para construir com que este trabalho, começasse a dar certo.

Nesse meio tempo conseguimos muitos contatos que possibilitaram a realização da produção do nosso trabalho. Demos a sorte de na época inicial das gravações o Cine Sesc SP estar realizando o Festival Melhores Filmes 2012, mais isso é assunto para o próximo post.

Nosso primeiro encontro foi na Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, na Expo Imigrantes no dia 18/04. 

Lá tivemos a oportunidade de conhecer Vitor e conversarmos pessoalmente e também conhecer um pouco do mundo dos DVs no stand da Dorina Nowil Para Cegos, onde fizemos o teste dos cinco sentidos, onde nós tínhamos que descobrir por meio do olfato qual o nome dos temperos que eles nos mostrava, por meio do tato descobrir quais peças eram semelhantes através das texturas, por meio do paladar descobrir qual era o gosto das balas de goma, por meio da audição descobrir qual figura era audiodescrita nos fones de ouvido tudo isso com vendas nos olhos e por fim colocamos um óculos com diferentes tipos de deficiências visuais.

Uma experiência super bacana. Foi lá na Reatech que demos início as primeiras gravações do nosso inter, onde pudemos coletar bastante imagens de cobertura.

Bom espero que estejam tão ansiosos quanto eu para ver como este trabalho está ficando.

No próximo post irei contar como foi a nossa experiência no Cine Sesc SP.

Não saia dai.

AUDIODESCRIÇÃO, CLOSED CAPTION E AS LIBRAS.


Você já viu estes símbolos na TV?

Você sabe o que eles indicam? 

Quando algum programa começa e esses símbolos aparecem na tela da sua TV, quer dizer que o material produzido a seguir, é adaptado com AD (Audiodescrição) e CC (Closed Caption ou Legenda Oculta), ou com a janela de intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) que é o recurso mais difundido até a integração da TVD.

Vamos explicar o que é cada uma delas.

Assista a seguir, uma reportagem realizada pelo programa Vitrine da TV Cultura.

Assista também uma reportagem realizada pela Folha.com sobre como funciona o Closed Caption.

E ai o que acho?

Vamos torcer para que até 2020 nossa TV tenha até 20hs semanais de material adaptado.

No próximo post iremos contar, como foi e como está sendo a trajetória para a produção do nosso trabalho interdisciplinar, na qual abordamos a AUDIODESCRIÇÃO como tema.

Fique ligado, não saia dai! 

A TV Digital Brasileira.

Você já parou para pensar como os deficientes visuais fazem para assistir filmes, séries, novelas, comerciais de tv e etc?

Parece impossível, pensar nessa possibilidade não é?

Mas a partir de 2003 com a digitalização da televisão brasileira, muita coisa mudou e está mudando!

O Sistema Brasileiro de Televisão Brasileiro (SBTD) foi instituído com o objetivo de “promover a inclusão social a diversidade cultural do país e a língua pátria por meio do acesso à tecnologia digital, visando à democratização da informação”.

Ou seja, a TVD possibilita “um dialogo entre os usuários e os responsáveis pelo canal, programa ou serviço, que faz o usuário ir além da atitude passiva de assistir à TV e dá a ele a possibilidade de fazer escolhas e realizar ações.”

Podemos concluir então que a palavra de ordem da TVD é a “INTERAÇÃO” , hoje o telespectador tem muito mais liberdade em assistir tv, hoje ele pode criar a grade de programação que lhe bem agradar, por meio de funções do controle remoto pode saber um pouco mais do filme ou do programa que ele está assistindo, pode avançar, retornar e até gravar algum programa, trocar um idioma de um filme, entre outras N funções.

Mas você deve estar se perguntando, ONDE QUE ENTRA O DEFICIENTE VISUAL NESSA HISTÓRIA?

Pois é, com a criação da TVD não só os portadores de deficiência visual, mas também os deficientes auditivos, podem assistir tv com muito mais recursos do que antigamente.

São eles respectivamente a AUDIODESCRIÇÃO, o CLOSED CAPTION (Legenda Oculta), e as LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), recurso mais difundido atualmente.

Vamos explicar no próximo post qual a função de cada um deles.

FIQUE LIGADO! 

5, 4, 3, 2, 1 NO AR!

Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite!

Está oficialmente NO AR, o blog da TV Cega.

(APLAUSOS)

Aqui, nós iremos falar deles…

Você já sabe de quem estamos falando?

SIM CLARO, o nome já diz tudo…

Quem arriscou em falar “deficientes visuais” ou simplesmente “os cegos” ACERTOU! Yeah.

Aqui no espaço da TV Cega, iremos contar um pouco sobre como os nossos amigos DVs se relacionam com:

Ela, a janela da realidade, o meio mais poderoso de comunicação, a telinha mais fragmentada de todos os tempos…sim é ela…

A TELEVISÃO!

Vamos contar como essa nova parcela de audiência, está se relacionando com a televisão brasileira.

A partir da digitalização da TV muita coisa se tornou possível para eles, VOCÊ TAMBÉM QUER VER?

Então NÃO PERCA o nosso próximo post, que vai vir recheado de curiosidades.